RÁDIO VITÓRIA GOSPEL - A MELHOR RÁDIO GOSPEL DO BRASIL: O absurdo amor desconhecido

PLAYER ALTERNATIVO

.

O absurdo amor desconhecido

OFERECIMENTO: DARCY PRESENTES - PARANAVAI - PR
Aquele que é considerado o versículo central da Bíblia nos dá centelhas de entendimento de um dos atributos mais lindos de Deus. O que João escreveu em seu evangelho, no décimo sexto versículo do terceiro capítulo do livro, expõe a grandiosidade e absurdez, respectivamente, do amor do Criador pelo homem.
A passagem mostra que o amor foi tão grande que o próprio Deus entregou Seu único Filho em favor duma criatura sem vida em seus delitos e pecados. Mas, afinal, como pode um Deus totalmente santo e totalmente justo amar totalmente a criação que se corrompeu? E como pode tamanho amor ser consumado pela morte? A beleza horrível de tal feito, de um Deus que ama a ponto de entregar Seu próprio Filho, é realmente incompreensível.

O quinto capítulo de Romanos deixa a entrega ainda mais risória, tangendo o ridículo, quando observamos que Cristo se entregou quando ainda éramos pecadores, completamente imerecedores de tal ato. A vergonha da cruz redobra o ilógico amor, nada honroso. Embora avesso à compreensão humana, tal fato não nos impede de ainda assim tentar entender a profundidade, a largura e a altura do amor de Deus, mesmo sabendo que o cenário de estudo será insano. Paulo ainda explica, aconselha e incentiva, no terceiro capítulo da carta aos Efésios, a aprofundar-nos no conhecimento desse amor, independentemente do cerceado ilogismo. Paulo exorta que a compreensão do amor é possível, ainda que exceda todo o entendimento, e pode ser conhecido somente mediante o habitar de Cristo, desapegado da razão e arraigado na fé.

Alguns desavisados desconsideram essa única possibilidade, ou não a conhecem, e tentam sistematizar o amor de Deus e a beleza de sua ímpar doação para condicioná-la ao intelecto conceito humano sem o intermédio de Cristo. Quando fazem isso, quando tentam ajustar o amor que passa e ultrapassa o conhecimento racional a meras projeções humanistas e afetivas, acabam imputando prejuízos no entendimento pleno e geral do amor, pois a falta de Cristo no processo arbitrariamente muda o conceito cadenciado do próprio amor, e isso também contamina as relações humanas que advogam pra si qualquer conceito de amor.

Ao cedermos o amor em diminuto objeto de estudo e padronização sem considerarmos Cristo, somos ludibriados a romantizar em poesia tamanha grandiosidade. Não que isso seja errado, afinal, a transcendência quase metafísica do convencimento intelectual sobre a dimensão do amor realmente é próxima à poesia devaneada. Em primeira instância isso é aceitável e creio que o próprio Davi regia com maestria semelhante pintura em seus versos, e o próprio apóstolo Paulo poetizou o amor na carta aos Coríntios. Mas eles faziam isso centrados em Deus e, por isso, não houve prejuízo conceitual: reconheciam suas imperfeições diante do maior amor. Apenas a beleza e o romantismo não deve, portanto, doutrinar-nos, pois o amor de Deus também excede a beleza do romantismo e da poesia.

Estas são apenas formas infantis e limitadas, belas mas prejudicadas, da compreensão do amor.
Isso porque o amor de Deus admitiu a justiça pesada e horrível sobre Seu próprio filho, a ponto de Ele entregar por completo o esvair de Sua própria vida para que a morte fosse imputada nEle e não em nós – os que a mereciam inquestionavelmente. Portanto, pasme, a justiça não contrapõe de forma alguma o conceito mais próximo do amor, e isso não é nada romântico ou poético. Pelo contrário: de alguma maneira que excede o entendimento, e de forma irracional, o amor e a justiça caminham de mãos dadas e são parte da mesma ação de Deus em nós e por nós. O horrendo e o belo consumam o amor de Deus. O belo e o horrendo coabitam em sua justiça. A sociedade não entende essa compreensão cristã de amor divino, e vive à margem de um prospecto de amor humanista, que inadmite correção ou punição e satisfaz em si mesma sem qualquer perpasse por Cristo.

Nesse cenário deturpado e carente não se pode educar com disciplina, com restrição ou com limites, pois quaisquer dessas atitudes violariam o seu defasado estereótipo de amor. Amor, para a era contemporânea, é sinônimo de passividade e aceitação, justamente porque não conhecem o sacrifício de Cristo. É sinônimo de utopia e apenas paixão cega, distante de correção e justiça, distante dos fatos e da obediência, e isso não deve ser o conceito de amor daqueles que são habitados pelo próprio amor (o verdadeiro), ensinados pelo Espírito (que mora dentro) e que anelam ser como Cristo (que vive pra sempre).

Cabe a nós, em união, prosseguir no conhecimento de Deus para compreensão plena de tal atributo que excede a razão, e então reproduzir sua grandiosidade em nossas relações no mundo enquanto Igreja. O amor não pode ser explicado, ainda que lampejos de conhecimento nos impactem tanto. O amor não pode ser versado, ainda que palavras possam denunciar suas características. O amor não pode ser cantado, ainda que canções expressem suas possíveis melodias. O amor tem que ser vivido, no belo e no horrível, ele em nós e nós em Cristo, pois foi em morte sua expressão mais vívida: a cruz.
:: Marcos Corrêa

OFERECIMENTO:
DARCY PRESENTES - PARANAVAI - PR
AV. MARTIN LUTHER KING 
EM FRENTE A CASA DAS CRIANÇAS
TELEFONE (44) 3422-9393
Fonte BLOG: www.RadioVitoriaGospel.com
PEÇA SUA MUSICA E DEIXE SEU RECADO
RÁDIO VITÓRIA GOSPEL
A MELHOR RÁDIO GOSPEL DO BRASIL !!!











Nenhum comentário:

Postar um comentário